Os Semeadores

Do livro dos Semeadores

Os Semeadores tinham uma aparência pálida e reluzente, indo do prateado ao dourado. De poucas feições, possuiam, porém, olhos profundos que pareciam estar sempre analisando o que viam com carinho, admiração e cuidado(no sentido de zelo). Embora fossem altamente intelectuais, sua consistência física sugeria que nem sempre  haviam adotado esse natureza mais passional. Seus corpos possuíam uma carapaça, ou exoesqueleto, que os provia de uma armadura natural, com resquícios de extremidades agudas em algumas regiões do corpo, como que, um dia, teriam sido usadas para guerrear ou defender o corpo de adversários. Essa estrutura era prateada, como a tonalidade dos corpos, o que os enchia de luz que mudava de intensidade de acordo o seu psiquismo, ou, em alguns momentos, sob sua vontade. Há muitas eras, a cultura dos semeadores aboliu a violência(existindo, porém, a auto-defesa). Objetivavam, na verdade, a ciência de tudo.

Falavam uma língua simples, pobre em prosódia, quase retilíneos em palavras e gestos. Pareciam frios numa primeira análise, mas, a riqueza de idéias e sentimentos puros, profundos e fortes, transbordava em seus corpos e se manifestavam em suas criações.

Do planeta original e das circunstâncias que levaram os Semeadores a entrar na Nebulosa, nunca se foi muito comentado. Também há pouco a ser traduzido. Porém, se sabia que os Semeadores se aventuravam nos confins mais evitados e inabitáveis do cosmo. Procuravam mundos desabitados, entretanto, viáveis a promoção de vida. Logo, como guardiões e promovedores dessa ideia, justificavam sua existência ao universo e ao criador dele no qual acreditavam.

Possuíam em sua cultura as “Substâncias Elementares”. Seriam:

O Sini, que parecia um mineral com o qual faziam construções, meios de transporte, objetos e utensílios, vestimentas, entre outras coisas, como o Hic, Ti e Fini e alimentos básicos e gerais(líquido, sólido e pastoso). Mas, provavam muitos alimentos nos mundos que visitavam ou criavam, conseguindo digeri-los facilmente.

Os Semeadores eram considerados “eternos” e não procriavam, até onde se sabe, sendo sua reprodução um mistério. “Existiam desde o início e foram feitos com os primeiros mundos”.

Suas bibliotecas foram erigidas em grandes salões de Sini secretos, espalhados pelo cosmo, e lá ficaram guardadas. Possuíam muita tecnologia, mas, cuidavam para que essa nunca chegasse a “contaminar” suas criações e feitos. Boa parte de seus artefatos e utensílios, era, propositalmente, feito de forma a ser frágil, e mais que isso, autodestrutivo, chegando a se desintegrar se fosse descartados, sem deixar vestígios se fosse necessário. Com isso, visavam proteger até mesmo a prova da existência deles, em um passado remoto de uma civilização criada por eles, que , já de tão adiantada, sequer lembrariam de alguma relação com seu povo criador. Mesmo pequenos objetos eram cuidadosamente conferidos e recolhidos por onde eram manipulados pelos Semeadores.

Cadastron, o planeta dos Semeadores  em Nebullom, era habitado pela colônia que lá caiu, sendo composta por pouco mais de uma centena de Semeadores. Eles inicialmente viveram em Sen, a cidade improvisada, porém avançadíssima. Não se importavam com privacidades, tendo locais de repouso coletivos, sendo pouco utilizados, ao contrário das bibliotecas e laboratórios. Frequentemente, em seus edifícios de morada, havia uma cúpula bem comum na arquitetura daquele incrível povo. A cúpula era o local destinado a meditação.

Ao contrário do que se possa pensar, os Semeadores eram ágeis e possuíam armamentos. Mas, entre todas as maravilhosas obras dos Semeadores, a maior criação era , sem dúvida, as “Sementes”.

Quando necessário, utilizavam naves que seriam grandes esferas de alumínio, de um prateado divino, sendo elas dos mais variados tamanhos.

O Semeador Cienf dos Inaturos defendia que através da tecnologia, os Semeadores jamais sairiam da nebulosa. Isso era verdade, sendo até bem aceito entre os outros de sua raça. Mas, o que era culturalmente inadmissível era a ideia de se usar as técnicas inaturais para salvar a todos.

Muito além de estudar planetas, a cultura atingida pelos Semeadores já conseguia desenvolver nesses, atmosferas, ciclos da natureza, cadeias alimentares a partir de mundos mortos, que nunca possuíram vida. Eram arquitetos de mares, céus, alturas…Enfim, eram arquitetos de mundos.

 

 

O projeto dos mundos

 

Os textos originais são claros quando afirmam que até mesmo no primeiro planeta a partir do sol central de Nebullom, o denominado Planeta Fogo, onde se achou difícil se investir em uma grande diversidade de vida, os Semeadores mostraram a mesma dedicação e empenho em seus projetos para uma nova organização do planeta e o surgimento de vida. Nele, a vida precisou sobreviver a super-extremos para se desenvolver, e além de pequenos animais, o projeto criou o interessantíssimo povo Rochedo. Acima de tudo, essa civilização recebeu a importante missão do cuidado a integridade do planeta e a influência deste gravitacionalmente em toda a organização do sistema solar de Nebullom. Existem incríveis textos contanto as aventuras que os indivíduos do povo Rochedo viveram na eterna manutenção da integridade e estabilidade do Planeta Fogo.

No planeta jardim, o segundo a partir do Sol, se desenvolveu uma enorme pesquisa culminando numa obtenção de ampla variedade de formas vida simples, em sua imensa maioria de vida vegetal. Era um lugar considerado especial, onde os Semeadores gostavam de passar suas horas de descanso e meditação.

O planeta floresta, terceiro na ordem solar, foi onde os Semeadores mais se dedicaram a aparência e a diversidade de ambientes. Por sua posição privilegiada nas órbitas planetárias, o Planeta Floresta apresentava condições para várias apresentações de estado da matéria, reações químicas e elétricas, resultando em uma grandeza quase infinita de formas de vida viáveis, paisagens incríveis, incontáveis cores, cheiros, sabores, e tudo o mais que se pudesse oferecer em um bom projeto de seres dotados de órgãos sensitivos. Nele, então, foram criados animais terrestres, alados, aquáticos, na mesma grande diversidade de plantas das terras e do mar. Suas variações climáticas eram marcantes e muito bem caprichadas na riqueza da aparência e de formas de senti-las. Entre a infinidade de seres, foram criadas mais de uma raça inteligente, e a elas foi confiado talentos exclusivos para a administração de cada porção de terra que lhes fora dado. Sobre essas raças, existem textos antigos bem detalhados, que serão apresentados mais tarde.

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